("bringing words together") poesia, crônica, fotografia, tradução//poetry, stories, photography, translation ///// /// ©miriamadelman2020 Unauthorized reproduction of material from this blog is expressly prohibited
sábado, 20 de março de 2021
Excerpt from Ferlinghetti, A Coney Island of the Mind
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
a fumaça (xii)
(fragmento de um 'work in progress')
vinha de longe
e de perto.
embora
embaçasse a vista, fizesse a mão
errar o alvo, eles a continuavam negando. as casas que
ardiam ainda à distância, não
eram deles. nem as selvas, as relvas.
nem a fome. na noite de
patas queimadas, o lobo mais uma
vez soltava seu uivo, ouvindo a fuga noturna dos cavalos
que alguma vez foram mansos.
quinta-feira, 30 de julho de 2020
History Lesson /Lição de História - Natasha Tretheway
I am four in this photograph, standing
on a wide strip of Mississippi beach,
my hands on the flowered hips
of a bright bikini. My toes dig in,
curl around wet sand. The sun cuts
the rippling Gulf in flashes with each
tidal rush. Minnows dart at my feet
glinting like switchblades. I am alone
except for my grandmother, other side
of the camera, telling me how to pose.
It is 1970, two years after they opened
the rest of this beach to us,
forty years since the photograph
where she stood on a narrow plot
of sand marked
her hands on the flowered hips
of a cotton meal-sack dress.
Estou com quatro anos nesta fotografia,
de pé numa larga faixa de praia em Mississippi
minhas mãos nos quadris floreados
de um bikini colorido. Os dedos do pé
cavam, enrolam-se na areia molhada. O sol corta o
Golfo
ondulado, lampejos a cada
investida do maré.
Peixinhos lançam-se contra
meus pés, brilham como canivetes. Estou sozinha
exceto minha vó, do outro lado
da câmera, me dizendo como posar.
É o ano 1970, dois anos depois deles
abrirem o resto da praia para nós,
quarenta anos depois da foto
onde ela estava
de pé numa estreita
faixa de areia marcada, ‘colored’, sorrindo
com as mãos nos quadris coloridos
de um vestido de saco de algodão.
quarta-feira, 8 de abril de 2020
Life in times of (2)
a primeira manhã mais fria, e andamos para mais longe, exploramos as duas ruas sem saída perto do parque – onde preocupadamente percebo os sinais de destruição das fitas que barravam, pelo menos simbolicamente, a entrada – mas ainda somos nós os únicos representantes das nossas respectivas espécies. À distância, vejo os trabalhadores da prefeitura, fazendo a costumeira poda da densa vegetação que contorna a rua, conversando entre eles, como se todo estivesse normal, mas quando chegamos mais perto de onde estavam, já tinham ido almoçar.
sexta-feira, 27 de março de 2020
Life in times of....
quinta-feira, 26 de março de 2020
Lockdown by Brother Richard
Há isolamento sim.
Há pânico de compras sim.
Há doença sim.
Porém
Dizem que em Wuhan após tantos anos de barulho
Se escuta de novo o cantar dos pássaros
Dizem que após apenas algumas semanas de quietude
Afinaram as nuvens de fumaça no céu,
Agora azul e cinza e claro.
Dizem que nas ruas de Assisi
O canto que as pessoas entoam,
umas para outras, atravessa as praças vazias,
E elas deixam suas janelas abertas
para que os que estão sozinhos
possam escutar sons de família
ao seu redor.
Dizem que um hotel no oeste da Irlanda
Está oferecendo refeições de graça com entrega
Para os confinados.
Hoje uma moça que conheço
Ocupa-se espalhando panfletos com seu
Número de telefone pelo bairro
Para que os velhinhos tenham a quem chamar
Hoje igrejas, sinagogas, mesquitas e templos
Se preparam para dar as boas-vindas
E abrir suas portas aos sem-teto, aos doentes e
Fatigados.
No mundo inteiro as pessoas já desaceleram,
refletem.
No mundo inteiro as pessoas já olham para
seus vizinhos de forma diferente.
No mundo inteiro as pessoas já acordam para
uma realidade mudada de
Quão grande realmente somos,
Quão pouco o controle que realmente temos,
Sobre o que realmente importa,
O Amor.
Por isso rezamos e lembramos que
Há medo sim.
Mas do ódio, não precisamos.
Há pânico de compras sim.
Mas da mesquinhez, não precisamos.
Há doença sim
Mas não precisa infetar a alma,
Até morte há,
Mas pode sempre haver um renascimento
Do amor.
Acorde para as escolhas que vc faz sobre como
Viver agora.
Respire, hoje.
Escute, atrás do barulho do seu pânico,
Os pássaros começam a cantar novamente,
O céu se limpa,
A primavera vem.
E sempre nos abrange o Amor,
Abre as janelas da alma.
Vc talvez não consiga tocar o outro,
do outro lado da praça,
Mas cante.
Tradução: Miriam Adelman
sexta-feira, 24 de janeiro de 2020
the traveller
and surest betrayal.
Dois poemas curtos do livro mais recente de Mosab Abu Toha
Do livro FOREST OF NOISE. de Mosab Abu Toha versões: Miriam Adelman Aldeia Palestina. Na colina d...
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Global Woman: Nannies, Maids and Sex Workers in the New Economy. Barbara Ehrenreich and Arlie Russell Hochschild, editors. New York: Metrop...
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Do livro FOREST OF NOISE. de Mosab Abu Toha versões: Miriam Adelman Aldeia Palestina. Na colina d...
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Você não veio ao mundo para ver os seus ossos embranquecerem nas águas brancas de um rio Bou-reg-reg nem para contemplar a sua som...
