Amiga dos "grandes nomes" da geração Beat e escritora de poesia e prosa,
a Diane di Prima merece ser mais conhecida por aqui também. Vai, pois,
a minha primeira e pequena contribuição nesse sentido:
Carta Revolucionária #1
(Revolutionary Letter #1)
Acabo de perceber que o que está em jogo sou eu
Não tenho outro dinheiro de resgate, nada para
quebrar ou trocar, a não ser minha vida
meu espírito parcelado, em fragmentos, esparramado sobre
a mesa de roulette, eu recupero o que posso
só isso para enfiar embaixo do nariz do maitre de jeu
só isso para jogar pela janela, nenhuma bandeira branca
só tenho minha pele para oferecer, para fazer minha jogada
com esta cabeça imediata, com aquilo que inventa, é a minha vez
enquanto deslizamos sobre o tabuleiro, e sempre pisando
(assim esperamos) nas entrelinhas
Diane di Prima
versão: Miriam Adelman
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Um poema de Diane di Prima
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