terça-feira, 2 de junho de 2009

Reflexões

Nestes dias de estar longe de casa (chegando a dois meses!) um grande motivo de felicidade foram os novos amigos que fiz por aqui (Adriano, Jane, Bianca, Rayssa, Marcio e Ulla, entre outr@s...) e as longas conversas tidas, geralmente enquanto caminhávamos pelas ruas e ruelas de uma Barcelona noturna. São tantas coisas que espero retomar para novas reflexões – por exemplo, como é que a vida se reconstrói “em terra estrangeira”? Como se aproximam e se afastam as palavras, línguas, os sentimentos do Outro? Onde é possível viver e florescer? Reflexões estas que podem levar para o campo da sociologia, ou da palavra poética, ou ambos. Para hoje, apenas uma citação, trecho encontrado num maravilhoso livro que também tem sido “companheiro desta viagem”, Tales of Love and Darkness do escritor israelense, Amos Oz:


"I said a little compassion and generosity, but I didn´t say love: I´m not such a believer in universal love. Love of everybody for everybody - we should maybe leave that to Jesus. Love is another thing altogether. It is nothing whatever like generosity and nothing whatever like compassion. On the contrary. Love is a curious mixture of opposites, a blend of extreme selfishness and total devotion. A paradox! Besides which, love, everybody is always talking about love, love, but love isn´t something you choose; you catch it, like a disease, you get trapped in it, like a disaster. So what is it that we do choose? What do human beings have to choose between every minute of the day? Generosity or meanness..."

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