terça-feira, 9 de setembro de 2014

Belly Dancer/ Dança do Ventre -Diane Wakoski



Belly Dancer
By Diane Wakoski


Can these movements which move themselves
be the substance of my attraction?
Where does this thin green silk come from that covers my body?
Surely any woman wearing such fabrics
would move her body just to feel them touching every part of her.

Yet most of the women frown, or look away, or laugh stiffly.
They are afraid of these materials and these movements
in some way.
The psychologists would say they are afraid of themselves, somehow.
Perhaps awakening too much desire—
that their men could never satisfy?
So they keep themselves laced and buttoned and made up
in hopes that the framework will keep them stiff enough not to feel
the whole register.
In hopes that they will not have to experience that unquenchable
desire for rhythm and contact.

If a snake glided across this floor
most of them would faint or shrink away.
Yet that movement could be their own.
That smooth movement frightens them—
awakening ancestors and relatives to the tips of the arms and toes.

So my bare feet
and my thin green silks
my bells and finger cymbals
offend them—frighten their old-young bodies.
While the men simper and leer—
glad for the vicarious experience and exercise.
They do not realize how I scorn them;
or how I dance for their frightened,
unawakened, sweet
women.


Dança do Ventre.

Podem estes movimentos que se impulsionam
ser a substância da minha atração?
De onde vem esta fina seda verde que cobre meu corpo?
Certeza qualquer mulher que vestisse semelhante tecido
movimentaria seu corpo só para sentí-lo tocar cada parte dela

 
Mas as mulheres aqui franzem a testa, desviam o olhar, dão risada nervosa.
Elas têm medo dos materiais e dos movimentos
por algum motivo.
Os psicólogos diriam que têm medo delas mesmas, de alguma maneira.
Talvez por despertar desejo em excesso -
algo que seus homens nunca poderão satisfazer?
Por isso se cobrem e se abotoam e mantém a pose
torcendo que o modelo as impeça de sentir
o registro completo.
torcendo que não terão que experimentar aquele insaciável
desejo de ritmo e de toque.

 
Se neste momento uma cobra deslizasse pelo chão
elas, na maioria, desmaiaria ou se encolheria
Mas esse mesmo movimento poderia ser delasAquele movimento suave que as assusta,
acordando seus ancestrais, seus parentes até a ponta do braços e os dedos dos pés.

 
É por isso que meus pés descalços
e minha fina seda verde
meus sinos e minhas castanholas
as ofendem, assustam seus jovens corpos velhos
Enquanto os homens sorriem e babam-
gratos pela experiência e o exercício vicário.
Eles não percebem o quanto os desprezo
nem como eu danço para suas
doces, desacordadas
mulheres.


tradução:  Miriam Adelman

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